O CVARN – Corpus Virtual de Arte Rupestre do Noroeste Português é uma ferramenta ao serviço da comunidade com informação sistematizada e cientificamente validada. É também uma ferramenta de investigação que contribui para o estudo da arte rupestre pós-paleolítica de ar livre do Centro e Norte português.


A área geográfica da sua incidência corresponde a uma área considerável da fachada atlântica do Centro e Norte de Portugal, concretamente ao território entre a bacia do rio Minho, a Norte e, a bacio do rio Mondego, a Sul.


O CVARN resulta da tarefa 6 do projeto Espaços Naturais, Arquiteturas, Arte Rupestre e Deposições na Pré-história Recente da Fachada Ocidental do Centro e Norte Português: das Ações aos Significados - ENARDAS (PTDC/HIS-ARQ/112983/2009), aprovado e financiado pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do Programa Operacional Temático Factores de Competitividade COMPETE, e comparticipado pelo Fundo Comunitário Europeu (FEDER).


Em termos sociais trata-se de um instrumento ao serviço do desenvolvimento do território porque compila, sistematiza e torna acessível o conhecimento científico sobre a arte rupestre da fachada ocidental do centro e norte de Portugal. Trata-se de um importante passo para a integração deste património nos programas de gestão do território por parte das entidades gestoras, nomeadamente Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Associações de Desenvolvimento Local, entre outras. A arte rupestre tem valor identitário, social e económico na medida em que preserva a memória e a identidade de uma região, gera oportunidades de negócios e pode converte-se, através do desenvolvimento de projetos de valorização e divulgação, num produto turístico capaz de gerar desenvolvimento local e regional e contribuir para melhorar a qualidade de vida das populações.


Em termos científicos o CVARN efetua a primeira compilação sobre arte rupestre, reunindo numa base de dados toda a informação que existia de forma dispersa, tentando, sempre que possível, a disponibilização de cada sítio segundo os mesmos descritores. Divulga, ainda, um número significativo de sítios inéditos. Tal visa potenciar o desenvolvimento da investigação sobre a arte rupestre desta área geográfica, através de diferentes tipos de abordagens.


O CVARN assenta numa base de dados relacional e georreferenciada que possibilitará, a quem solicitar a permissão para fins que o justifiquem, obter informação mais diversificada do que a que está disponível em linha, podendo ser usado por diferentes programas que manuseiam a informação geográfica.


As fontes usadas para a sua alimentação foram: a consulta bibliográfica; a consulta da base de dados Endovélico da Direção Geral do Património Cultural - DGPC; a prospeção arqueológica direcionada para relocalizar lugares já conhecidos e descobrir lugares inéditos e os achados ocasionais.


O CVARN é um projeto aberto, dinâmico, que incentiva à participação de diversos investigadores ou instituições e que se pretende em constante atualização.


É gerido por Ana M. S. Bettencourt, do Departamento de História da Universidade do Minho, Campus de Gualtar, Braga, Portugal, e por Emilio Abad Vidal do Centro de Supercomputación de Galicia, Santiago de Compostela, Espanha.


Setembro de 2014